Varejo baiano cresce 0,6% em julho

O comércio varejista baiano cresceu 0,6% no mês de julho, referente à igual mês do ano passado. No varejo nacional as vendas cresceram em 3,1%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou variação negativa de 0,9%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Apesar da conjuntura adversa da atividade econômica ainda continuar influenciando o comportamento do setor, o comércio varejista registra, na Bahia, um suave crescimento nas vendas. O segmento de Móveis e eletrodomésticos ditou fortemente o ritmo de crescimento. Esse comportamento se deve a uma combinação de fatores como base de comparação baixa, melhora na massa salarial, controle da inflação e redução da taxa de juros. Segundo o Banco Central, a taxa média de juros no crédito às famílias cai de 42,0% a.a em julho de 2016 para 36,5% em julho de 2017. Outro aspecto a ser ressaltado é a liberação no mês de julho do segundo lote da restituição do Imposto de Renda, que na Bahia foi expressiva, associado à lei que permitiu o saque dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade – Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2016, revelam que seis dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Móveis e eletrodomésticos (38,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria (22,5%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (20,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%); Tecidos, vestuário e calçados (8,7%); Combustíveis e lubrificantes (2,2%). Os segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos registraram variações negativas de 14,6% e 9,4%, respectivamente. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variação positiva o subgrupo de móveis e eletrodomésticos com taxas de 23,5% e 44,9%, respectivamente, enquanto Hipermercados e supermercados continua apresentou queda de 15,2%.

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento positivo das vendas na Bahia, por ordem decrescente têm-se: Móveis e eletrodomésticos, Outros artigos de uso pessoal e doméstico; e Tecidos, vestuário e calçados.

Em julho, o comportamento de Móveis e eletrodomésticos foi determinante para o crescimento nas vendas do setor decorrentes da redução no custo de financiamento, além de influência de uma base baixa de comparação e menor variação de preços. Já o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi o segundo a exercer maior influência para o setor, em razão de o grupo comercializar diversidades de artigos de menor valor agregado.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados exerceu, na Bahia, o terceiro maior peso para o crescimento verificado nas vendas. Esse comportamento é atribuído segundo o IBGE, ao aumento da massa real de rendimentos circulante na economia, além da influência de uma base baixa de comparação.

Contrapondo o comportamento registrado por esses segmentos, tem-se o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que pelo segundo mês consecutivo exerceu a maior contribuição negativa. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas, essa atividade vem registrando quedas consecutivas nas vendas desde maio de 2015. Muito provavelmente, esse comportamento ainda se deve ao elevado desemprego, e a queda do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas, influenciado pela piora nas perspectivas em relação à economia.

Comportamento do comércio varejista ampliado – O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em julho, crescimento nas vendas de 1,6%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 5,0%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou acréscimo nas vendas de 2,4% em relação a igual mês do ano anterior. Apresentando um recuo de 2,6% nas vendas do segmento nos últimos 12 meses. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de julho foram positivas em 7,3%, comparado ao mesmo mês do ano de 2016. O resultado desse mês para ambos segmentos é reflexo da inflação mais baixa e juros em queda.

 

Ascom


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