18/09/2019 às 17h09min - Atualizada em 18/09/2019 às 17h09min

Uma semana após assembleia, governo ainda não se posicionou sobre reivindicações de policiais militares

Próxima reunião da categoria está marcada para o dia 8 de outubro; ameaça de greve é real, diz representante

Bruno Cordeiro - Camaçari 24 Horas
VN
Foto: VN
Após uma semana da assembleia de policias militares e bombeiros, o Governo do Estado ainda não se posicionou sobre as reivindicações da categoria. Foi decidido que uma próxima reunião será realizada no dia 8 de outubro e caso não haja nenhuma novidade até lá, existe a possibilidade de uma greve.

O cabo da PM e coordenador da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Paulo dos Anjos, afirma que vem tentando o diálogo com o estado. Na quarta-feira passada (11), após terem feito uma carreata na Avenida Paralela, os manifestantes protocolaram a pauta de pedidos na Governadoria.

Ele informa que fizeram o mesmo no Ministério Público e também na OAB. Porém, existe a reclamação em relação ao pedido de mediação solicitada junto ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que ainda não foi acatado.

Em decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril de 2017, foi ratificada a inconstitucionalidade do direito de greve de servidores públicos que atuem com segurança. Contudo, se chegou ao entendimento de que o Poder Judiciário seja acionado para fazer a mediação e garantir que os policiais possam expor seus descontentamentos e buscar melhorias nas condições de trabalho.

Ao todo, 12 pontos são reclamados: pagamento de periculosidade; melhorias no Planserv; cumprimento do acordo de 2014; solução para os problemas do novo sistema RH; reforma do Estatuto; código de Ética; periculosidade; auxílio alimentação; reajuste das Condições Especiais de Trabalho (CET); plano de carreira; cumprimento da ordem judicial e isenção de ICMS para aquisição de arma de fogo para policiais e bombeiros militares.

“A nossa categoria sofre por 5 anos e não pudemos fazer nada. Queremos sentar com o governo, que não mostra sensibilidade com a nossa situação. São clamores de pessoas que estão em desespero. Qual o caminho que o trabalhador tem ? A única solução é a greve”, aponta Paulo. “O estado da Bahia não respeita os policiais e bombeiros”, completa.

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