09/10/2019 às 10h12min - Atualizada em 09/10/2019 às 10h12min

Incomodados com erros, diretores da Globo se reúnem para debater nervosismo de Maju

Juliana Ribeiro
Correio
Foto: reprodução
Maju Coutinho era a aposta da Globo para renovar o Jornal Hoje e aumentar o ibope do telejornal, mas não está conseguindo esconder a pressão no novo cargo. Aparentando nervosismo, a âncora tem cometido sucessivos erros, o que, de acordo com o site Notícias da TV, ligou o sinal de alerta na emissora carioca.

Seu nervosismo foi assunto de reunião dos principais diretores de Jornalismo da Globo na segunda-feira (7). Entretanto, nos bastidores a torcida é grande para Maju. Mas para outros líderes da emissora lhe falta maturidade e apontam que há profissionais mais experientes e competentes para o lugar que ela ocupa.

Na edição desta terça-feira (8), Maju apareceu com uma postura diferente, mais tranquila e falando pausadamente - mas continuou errando. De acordo com o Notícias da TV, foram ao total seis deslizes: engoliu um "m" ao falar "desastre abiental", esqueceu do plural em "23 amostra" e errou a concordância de gênero com "aquela divórcio". Mesmo tomando cuidado com as palavras grandes, se embananou com "parlamentares".


Já na segunda-feira (7), foram oito erros. Ela comeu o "a" ao falar "a partir de hoje" e chutou o pau da barraca da gramática ao soltar frases como "a maioria estão" e "as manchas de óleo continua". Errou o nome da correspondente em Londres, interrompeu Eliana Marques no quadro do tempo e se atrapalhou ao dizer "sustentabilidade".

Esses deslizes que aparentemente são inofensivos afetam a percepção que o telespectador tem do telejornal. Erros de leitura de teleprompter, confusão com nomes e movimentação das mãos na altura do peito o tempo todo indicam insegurança, e insegurança não combina com credibilidade.


Sem resultado no ibope
Além dos deslizes, outro ponto que tem jogado contra Maju é o baixo impacto que ela gerou no ibope. A atração precisa atrair uma maior audiência para ajudar o Se Joga, novo programa da emissora, na dura missão de bater o quadro A Hora da Venenosa, da Record.

Na semana passada, a primeira do Hoje sob o comando de Maju, o telejornal anotou 11,6 pontos na Grande São Paulo, um décimo a menos do que na semana anterior. A marca está dentro da oscilação de setembro, que variou de 11,3 a 12,4 pontos por semana - essas médias não consideram o sábado.

Benção de Jéssica Senra
Quando começou a apresentar o Jornal Hoje, Maju Coutinho recebeu a torcida tanto do público quanto a de outros jornalistas, entre eles a baiana Jéssica Senra. Em texto postado no Instagram, a apresentadora do Bahia Meio Dia, da TV Bahia, ressaltou o talento de Maju.

"Maju é uma jornalista talentosíssima! Tem crescido muito nos últimos anos e acompanhar esta ascensão é motivo de orgulho e alegria. Ela representa muitas mulheres ao ocupar um posto tão importante - e sozinha! - como o de apresentadora do Jornal Hoje. Ela representa as pessoas que sonham alto, mesmo que muitas vezes a vida tente dizer que certos sonhos são impossíveis", comemora.


"E, mais importante que tudo isso, ela representa as negras e negros deste país, que ainda não ocupam espaços de poder proporcionalmente ao seu número na sociedade. É óbvio que Maju brilha e merece este lugar independentemente da cor da sua pele. Aliás, esse é o caso de qualquer ser humano: cor da pele não determina caráter ou competência. Mas, numa sociedade racista como a nossa, a cor da pele muitíssimas vezes freia a possibilidade de se demonstrar o caráter ou a competência. Então, quando vemos uma Maju num lugar de destaque, sabemos que a luta foi árdua. Mais do que deveria ter sido", continua.

"Comemoramos por ela ter chegado aí apesar disso. Mas desejamos que chegue logo o dia em que este detalhe não faça a mínima diferença. Que ela não seja uma exceção à regra. Que ser mulher ou ser negra não sejam vistos como características que nos diminuem aos olhos dos outros. Enquanto isso, seguimos dando este destaque para que todxs possamos refletir. E aplaudindo para que outros e outras negras ocupem seus espaços de direito. E que meninos e meninas possam sonhar com esses espaços sabendo que é possível. Nós, que somos brancas e brancos, temos a obrigação de participar dessas lutas", completa.
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