30/10/2019 às 13h20min - Atualizada em 09/11/2019 às 00h06min

Carreira autônoma tem gerado novas fontes de renda aos brasileiros

O número de microempreendedores no Brasil ultrapassa a marca dos 9 milhões e mais de 4,5 milhões de brasileiros trabalham de casa

DINO
http://ipog.edu.br

O sonho de ter seu próprio negócio, ou tornar uma determinada paixão em uma fonte de renda são ambições que cada vez mais têm atraído o brasileiro. Não é à toa que no ano de 2019, segundo o Global Entrepreneurship Monitor, a taxa de empreendedorismo no Brasil chegou a marca dos 38%. Só em 2019, de acordo com dados divulgados pelo Portal do Empreendedor do governo federal, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no País ultrapassou os 9 milhões. Esses dados ainda mostram que, só neste ano, o número de brasileiros que optou por essa modalidade de atuação no mercado de trabalho já chega a quase 1,3 milhões.

Dentro dessa realidade de domínio sobre a própria rotina profissional e renda, também se encontram dados que apontam que mais de 4,5 milhões de brasileiros trabalham de casa. O estudo foi divulgado pela consultoria IDados. Esse movimento sociocomportamental é, de acordo com a especialista em carreiras e coordenadora do MBA em Gestão de Pessoas por Competências, Indicadores e Coaching do IPOG, Cyndia Bressan, algo característico das gerações Y e Z. "O que se percebe é que o perfil das pessoas está mudando. Dentro desse âmbito do empreendedorismo vemos pessoas da Geração Y e Z que querem crescer mais rápido na carreira e encontram algumas dificuldades em lidar com regras e uma rotina. Também vemos, sob a ótica corporativa, que há uma dificuldade por parte de algumas empresas em mudar certos processos e comportamentos para atender esse perfil", explica.

Em uma geração onde patologias mentais como ansiedade, stress e a síndrome de burnout estão cada vez mais frequentes na vida profissional, a busca por uma maior qualidade de vida também é um ponto de motivação. Para a graduada em relações públicas, Jordana Venâncio, foi exatamente este o caso. "O que me motivou a sair do mercado tradicional foram questões de saúde, principalmente emocionais. Me via refém de uma forma de trabalho que já não me satisfazia e isso vinha gerando prejuízos a minha saúde", conta Jordana que atualmente trabalha como consultora de marcas pessoais para profissionais liberais, atuação essa que tem trazido à jovem de 26 anos, uma melhoria na saúde emocional e renda. "Hoje, apesar das inseguranças de um empreendedor, tenho colhido bons frutos, tenho maior qualidade de vida, com tempos de descanso e menos cobranças externas. No quesito financeiro também não posso reclamar, porque venho ganhando até 2x do que ganhava no CLT", conta.

Mesmo que a rotina de um empreendedor seja diferente e, para os espectadores externos, mais liberal do que a do mercado tradicional, seriedade e constante estudo seguem como as principais estratégias para o sucesso. A gestão de uma carreira autônoma é, segundo Cyndia Bressan, decidida totalmente pelo individuo, por suas ações seu propósito, seus desejos, em seguida esse indivíduo necessita direcionar seus estudos, experiências e ações em função de seus objetivos e desenvolver as competências que acredita que o mercado vai valorizar.

Este olhar atento ao que o mercado e os consumidores necessitam é exatamente o que possibilitou que Jordana Venâncio conseguisse encontrar seu nicho de atuação e nova fonte de renda. "A minha ideia de serviço veio da percepção de uma necessidade dos profissionais de se posicionarem mercadologicamente, principalmente pela forma como as pessoas mudam de emprego e área de atuação", conta Jordana que também tem ofertado seus serviços em treinamentos corporativos, palestras e consultorias online. "É uma série de estratégias que vem dado certo, porque com elas eu consigo entender a chamada dor do cliente e resolver isso. Para mim, essa proposta é o ponto chave para que um negócio dê certo: resolver uma dor/problema do mercado", conclui.

Além de atualizações, sejam elas cursos de pós-graduação, cursos de curta duração e até mesmo a participação em eventos, a especialista em carreiras, Cyndia Bressan compartilha algumas dicas:

• Se atentar às demandas futuras das profissões e às necessidades dos seus possíveis clientes;
• Entender quais áreas são aptas para se empreender;
• Investir em uma educação continuada;
• Ter força de vontade e resiliência;
• Participar de eventos da sua área de atuação;
• Buscar conhecer novas oportunidades e áreas para possíveis expansões do seu negócio;
• Lembrar que um empreendedor também é líder. Então é importante investir em conhecimentos na área de liderança;



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