13/09/2021 às 15h04min - Atualizada em 13/09/2021 às 22h10min

Impactos da pandemia na aprendizagem dos alunos da educação básica

Ana Paula Soares

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Divulgação
Iniciamos mais um ano escolar em meio a pandemia do Covid 19. Todo esse tempo de pandemia e aulas remotas o setor da educação sofreu muitos impactos negativos no âmbito da aprendizagem que terão reflexo nos próximos anos escolares.  Mas, quais seriam esses impactos e o que podemos fazer?

Esta é a dúvida de muitos pais, professores e pesquisadores e embora ainda não existe muitas estratégias para mudar este cenário, temos certeza de que as consequências são preocupantes, sobretudo para alunos da educação básica.

Uma pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo de 2021 apontou que os resultados de proficiência foram menores para estudantes mais novos, ou seja, dos anos iniciais da educação sobretudo na disciplina de Matemática o rendimento foi muito abaixo do esperado para essas séries. Esta deficiência terá impacto por muitos anos na vida escolar dos estudantes se não for tomada nenhuma providência para recuperar este déficit.

Outro estudo do Instituto Unibanco deste ano apontou que a situação na América Latina e no Caribe dificuldades de leitura e compreensão de textos em alunos com idade escolar no 5º ano do ensino fundamental. No Brasil, o relatório publicado pelo Banco Mundial (2021) também traz dados que com a suspensão das aulas presenciais 70% das crianças brasileiras terminarão o ensino fundamental com dificuldades para ler e compreender um simples texto.

A parceria entre pais e escola sempre foi importante, mas neste momento ela é primordial para a aprendizagem. Juntos, podem buscar estratégias para melhorar o desempenho dos alunos. Pais que antes ajudavam apenas na lição de casa, hoje tem a incumbência de auxiliar também nas aulas que os filhos assistem em casa. Esta tarefa muitas vezes não é fácil para os pais considerando que muitos não têm conhecimento pedagógico, sofrem dificuldades com a tecnologia, além do pouco tempo disponível para esta ação que contribui muito para a defasagem na aprendizagem.

Estratégias podem e devem ser elaboradas pelas escolas e pais, mas também se faz necessária políticas públicas, programas governamentais buscando uma aprendizagem eficaz e a equivalência da idade escolar com os conteúdos ministrados.

Entre as sugestões, o Reforço Escolar é um programa que poderia ser instituído pelo Ministério da Educação como obrigatório para recuperação dos conteúdos nesses quase dois anos de pandemia. Pois o reforço é um aliado na aprendizagem e ganha força como um grande parceiro para trabalhar nas dificuldades de todos os estudantes.

Antes visto com preconceito e destinado para aqueles alunos considerados “mais fracos”, o reforço escolar tem por objetivo trabalhar o conteúdo que o aluno tem dificuldade e pode ser uma excelente ferramenta para não comprometer a evolução dos estudantes nas séries finais do Ensino Fundamental e Médio. É uma ação direcionada, sem a pressão da rotina de sala de aula. Devemos nos unir para amenizar os prejuízos causados pela falta de aula presencial ocasionado pela pandemia.

(*) Ana Paula Soares é mestre em Educação e Novas Tecnologia e Professora da Área de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter

 
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